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Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação

A INOVAÇÃO

Transformar conhecimento em soluções concretas.

A Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação ocupa um lugar central no modelo dos Jardins da Yoba. É nesta área que se estruturam os ensaios, a observação técnica, a avaliação de materiais, a validação de práticas agronómicas e a cooperação científica que sustentam decisões mais rigorosas ao longo da cadeia produtiva.

Num contexto como o angolano, em que o aumento da produtividade agrícola, a adaptação às condições climáticas e a segurança alimentar se mantêm como prioridades estratégicas, a pesquisa aplicada assume um papel determinante. Esta área existe precisamente para responder a esse desafio: testar produtos e variedades, observar o seu comportamento em diferentes condições e gerar aprendizagem técnica com aplicação directa junto da produção.

3+

REGIÕES COM ENSAIOS ATIVOS

3

CULTURAS EM DESENVOLVIMENTO

1

ACORDO DE COOPERAÇÃO INTERNACIONAL

2022

INICIO DOS PRIMEIROS PLANTIOS-TESTE
ÁREAS DE APLICAÇÃO

Inovação com aplicação directa.

A inovação tecnológica nos Jardins da Yoba não é abstracta — está associada a decisões concretas no terreno. Cada área representa um domínio onde ferramentas, métodos e abordagens contribuem para uma produção mais organizada, precisa e resiliente.

01 / Campo

Campo e produção

A mecanização, o acompanhamento técnico e a organização das operações agrícolas melhoram a preparação do solo, a sementeira, a condução das culturas e a colheita, contribuindo para maior eficiência e consistência nos processos produtivos.

02 / Monitorização

Monitorização agrícola

A utilização de drones e a observação técnica permitem acompanhar o desenvolvimento das culturas, identificar variações no campo e apoiar decisões relacionadas com rega, fertilização, maneio e controlo fitossanitário.

03 / Água

Rega e gestão da água

Os sistemas de rega por pivô permitem uma aplicação mais regular e controlada da água, apoiando o desenvolvimento das culturas, reduzindo a dependência das condições climáticas e contribuindo para maior previsibilidade na produção.

04 / Processamento

Processamento de sementes

A nova unidade de processamento instalada pela Silomax representa um avanço tecnológico importante, permitindo maior controlo nas etapas de limpeza, calibração, tratamento, embalagem e conservação da semente certificada.

05 / Digital

Digitalização e conectividade

Muitas das explorações onde operamos encontram-se em zonas sem cobertura de rede. As soluções de conectividade e acesso remoto que adoptámos permitem manter as operações activas, registar dados e acompanhar processos mesmo em zonas isoladas.

06 / Pessoas

Formação das equipas

A tecnologia só gera impacto quando é bem utilizada. A capacitação técnica das equipas é parte essencial da modernização agrícola nos Jardins da Yoba, garantindo que equipamentos, sistemas e ferramentas de gestão sejam aplicados de forma consistente.

TECNOLOGIAS EM PRÁTICA

Como a tecnologia se materializa no campo.

Áreas onde a inovação tecnológica se aplica no quotidiano dos Jardins da Yoba — da observação do campo ao processamento e gestão da informação.

Monitorização e rega

Drones para observação de áreas produtivas e sistemas de rega por pivô para uma gestão controlada da água, especialmente em áreas de produção em escala. Apoiam decisões relacionadas com rega, fertilização e maneio das culturas.

Processamento de sementes

Nova unidade instalada pela Silomax — modernização das etapas de limpeza, calibração, tratamento, embalagem e conservação. Maior automatização e melhor qualidade final da semente certificada.

Digitalização e conectividade

Muitas das explorações onde operamos não têm cobertura de rede. As soluções de conectividade e acesso remoto que adoptámos permitem continuar a operar, registar dados e acompanhar processos mesmo em zonas isoladas.

Crescer com o produtor é criar valor no território.

DIREÇÃO ESTRATÉGICA

Da Agricultura 1.0 à Agricultura 4.0.

A evolução que transforma o campo e gera valor.

A agricultura evoluiu de sistemas manuais, baseados na força humana e animal, para modelos mecanizados, tecnificados e orientados por dados. Esta transformação mostra como a produção agrícola passou a incorporar máquinas, controlo técnico, agricultura de precisão, sensores, automação e inovação para melhorar a eficiência no campo.

Na Jardins da Yoba, este caminho representa uma direcção estratégica. A empresa tem vindo a integrar conhecimento científico, tecnologia, processamento moderno, pesquisa aplicada e gestão técnica da produção, aproximando-se cada vez mais dos princípios da Agricultura 4.0. Este modelo permite tomar decisões mais informadas, optimizar recursos, aumentar a produtividade e contribuir para uma agricultura mais moderna, sustentável e competitiva em Angola.

METODOLOGIA

Como trabalhamos: o método dos ensaios.

A pesquisa aplicada nos Jardins da Yoba organiza-se em torno de ensaios de campo conduzidos em parcelas experimentais distribuídas por várias regiões agroecológicas de Angola — Huíla, Cunene, Huambo e outras províncias com condições representativas dos principais sistemas de produção do país.

Trabalhamos com parcelas distribuídas por blocos, com repetições e testemunha, registando ao longo do ciclo as variáveis agronómicas relevantes: emergência, vigor vegetativo, ciclo, resposta a stress hídrico, comportamento sanitário, produtividade e qualidade do grão.

O que torna este trabalho relevante no contexto angolano é a escassez de dados locais e a diversidade agroecológica do território. Muitas variedades e práticas que circulam no país nunca foram testadas nas condições específicas de cada região. Os nossos ensaios procuram preencher esse vazio, gerando informação adaptada ao terreno onde, de facto, se produz.

01

Pergunta agronómica

Cada ensaio parte de uma questão concreta: variedade, dose, ciclo, manejo.
 
02

Protocolo replicável

Blocos, repetições e testemunha, segundo procedimento padrão da pesquisa aplicada.
03

Observação rigorosa

Registo de variáveis ao longo de todo o ciclo da cultura, em terreno real.
04

Validação e partilha

Resultados documentados, discutidos com a equipa e partilhados com parceiros.
CULTURAS E VARIEDADES

As culturas em desenvolvimento.

O trabalho de melhoramento e adaptação concentra-se em culturas estratégicas para a segurança alimentar angolana. Os ensaios decorrem em múltiplas regiões agroecológicas, permitindo avaliar comportamento em diferentes condições de solo, regime pluviométrico e altitude.

01 / Cultura estratégica

Arroz de terras altas

Cultura prioritária no programa, desenvolvida em cooperação com a UFLA no âmbito do Programa Melhor-Arroz. Não exige lâmina d’água durante o seu cultivo, adequando-se ao cultivo familiar. Ensaios em parcelas distribuídas pela Huíla, Cunene e Huambo.

SISTEMA

Sequeiro

PARCERIA

UFLA

02 / Cultura base

Milho

Cultura base da alimentação angolana. Avaliamos variedades com potencial produtivo e adaptação às condições do planalto e das zonas mais áridas, com foco em ciclo, resposta a stress hídrico e estabilidade entre campanhas.

FOCO
Ciclo & stress
REGIÕES
Multi-zona
03 / Rotação & dieta

Feijão e leguminosas

Componente essencial da dieta e da rotação de culturas. Trabalhamos a adaptação de cultivares e práticas de manejo que melhorem a produtividade sem comprometer a sustentabilidade do solo.

FUNÇÃO
Rotação
FOCO
Solo & dieta
PROJETO EM DESTAQUE

+3

ANOS DE PLANTIOS-TESTE

30+

ANOS DE PROGRAMA UFLA

3

INSTITUIÇÕES PARCEIRAS

3+

ANOS DE ENSAIO

Projeto Melhor-Arroz Angola: arroz de terras altas para a agricultura familiar.

Um programa de adaptação de cultivares conduzido em múltiplos ambientes agroecológicos angolanos, com transferência de tecnologia e capacitação técnica integradas.

COOPERAÇÃO INTERNACIONAL

A parceria com a UFLA e o Programa Melhor-Arroz.

Em março de 2024, os Jardins da Yoba formalizaram um acordo de cooperação internacional com a Universidade Federal de Lavras (UFLA), em Minas Gerais, voltado para o desenvolvimento de cultivares de arroz de terras altas adaptadas às condições ambientais de Angola.

A parceria integra o Programa de Melhoramento Genético de Arroz de Terras Altas — Programa Melhor-Arroz — conduzido há mais de três décadas pela UFLA em conjunto com a Epamig e a Embrapa Arroz e Feijão. A coordenação científica é da Profa. Flávia Botelho, especialista em melhoramento genético do arroz.

O trabalho conjunto começou em finais de 2022, com estudos preliminares de clima, pluviosidade, topografia e solo. Após três anos de plantios-teste em Huíla, Cunene, Huambo e outras províncias, foi confirmado o potencial do território angolano para a produção de arroz de sequeiro.

A cooperação prevê igualmente capacitação técnica transversal, estendida a técnicos, professores universitários e estudantes, num modelo que poderá ser ampliado a outras culturas.

INSTITUIÇÕES PARCEIRAS

UFLA

Universidade Federal de Lavras

Epamig

Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais

Embrapa

Arroz e Feijão
 
PROJETOS E ENSAIOS

Ensaios em curso.

Frentes de trabalho activas distribuídas por diferentes regiões e culturas. Cada ensaio gera dados que alimentam decisões agronómicas concretas ao longo da cadeia produtiva.

01 / Melhoramento
Adaptação de cultivares de arroz de terras altas

Avaliação fenotípica de linhagens brasileiras em parcelas multi-regionais, no âmbito do acordo com a UFLA.

EM CURSO
3ª campanha Huíla, Cunene, Huambo
02 / Manejo do solo
Correção de acidez do solo (calagem)

Avaliação de doses de calcário em solos ácidos do planalto, com medição de resposta produtiva.

EM CURSO
Huíla
03 / Variedades
Avaliação de variedades de milho

Comparação de cultivares quanto a ciclo, produtividade e estabilidade entre campanhas.

EM CURSO
Multi-regional
04 / Capacitação
Capacitação técnica transversal

Formação para técnicos, agrónomos e estudantes em metodologia de ensaios e melhoramento, com a UFLA.

EM CURSO
Programa contínuo
05 / Cooperação
Articulação com Epamig e Embrapa Arroz e Feijão

Articulação técnica e científica com as instituições parceiras: troca de germoplasma e protocolos de avaliação.

EM CURSO
Brasil · Angola
06 / Sistematização
Documentação e base de dados agronómica

Construção de uma base de dados das regiões onde operamos, com vista à publicação e integração em redes científicas.

EM CURSO
Nacional

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Processamento e Conservação

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